
Quando procurar um especialista em cirurgia robótica?
Diagnóstico de câncer de próstata, caso mais complexo ou dúvida sobre a técnica ideal? Saiba quando é o momento certo de procurar um especialista em cirurgia robótica.
Read MoreMedo de complicações é a principal barreira para a cirurgia de próstata. Entenda o que realmente pode acontecer, o que é raro e como as técnicas modernas reduziram os riscos.

Dr. Érico Diógenes Urologista
Quando um homem recebe a indicação de cirurgia de próstata, seja por aumento benigno ou por câncer, uma pergunta surge quase imediatamente: quais são os riscos reais?
A palavra "complicação" costuma gerar medo. Muitos pacientes imaginam cenários extremos, perda de controle urinário permanente ou impotência irreversível. Outros já ouviram relatos antigos, de décadas atrás, quando as técnicas eram mais invasivas e a recuperação mais difícil.
A verdade é que a cirurgia de próstata evoluiu de forma significativa nos últimos anos. A introdução de técnicas minimamente invasivas, como procedimentos a laser e cirurgia robótica, reduziu consideravelmente os índices de complicações. Ainda assim, é fundamental compreender que nenhum procedimento cirúrgico é isento de risco.
Entender o que realmente pode acontecer — e o que é raro — ajuda o paciente a tomar uma decisão consciente, baseada em informação e não em medo.
Antes de falar sobre complicações, é importante esclarecer que existem diferentes tipos de cirurgia de próstata.
As cirurgias para hiperplasia prostática benigna (aumento benigno da próstata) têm um perfil de risco diferente das cirurgias realizadas para tratamento do câncer de próstata. Além disso, a técnica utilizada — laser, cirurgia robótica, laparoscopia ou cirurgia aberta — também influencia no risco e no tipo de possível complicação.
Procedimentos a laser e técnicas minimamente invasivas costumam apresentar menor sangramento, menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida quando comparados às técnicas tradicionais abertas. Já cirurgias para câncer podem envolver estruturas anatômicas mais delicadas, o que naturalmente exige maior cuidado técnico.
Por isso, quando se fala em "complicações da cirurgia de próstata", é sempre necessário considerar o contexto específico.

Historicamente, o sangramento era uma das principais preocupações nas cirurgias prostáticas. Com as técnicas atuais, esse risco diminuiu significativamente.
Nos procedimentos a laser, por exemplo, a própria energia utilizada realiza corte e coagulação simultaneamente, reduzindo a perda sanguínea. Na cirurgia robótica, a visualização ampliada e a precisão dos movimentos permitem controle muito mais refinado dos vasos sanguíneos.
Pequena presença de sangue na urina nos primeiros dias após a cirurgia é comum e esperada. Isso não caracteriza uma complicação grave. Já sangramentos intensos ou necessidade de transfusão são situações raras nas técnicas modernas, especialmente quando o paciente passa por avaliação adequada antes do procedimento.
Essa é, provavelmente, a maior preocupação dos pacientes.
A possibilidade de perder o controle da urina gera insegurança e medo de impacto permanente na qualidade de vida. No entanto, é fundamental diferenciar situações temporárias de quadros persistentes.
Após cirurgias para próstata aumentada (hiperplasia benigna), a incontinência urinária permanente é incomum. Pode ocorrer perda urinária leve e temporária nas primeiras semanas, principalmente enquanto a musculatura do assoalho pélvico se readapta. Na maioria dos casos, há melhora progressiva com o tempo.
Já nas cirurgias para câncer de próstata, o risco depende de fatores como extensão da doença, necessidade de remoção mais ampla de tecidos e proximidade do tumor com estruturas responsáveis pela continência. Mesmo nesses casos, muitos pacientes recuperam o controle urinário gradualmente ao longo dos meses.
O fator decisivo costuma ser a experiência da equipe cirúrgica e a técnica empregada.
A função erétil é outro ponto que gera grande ansiedade.
Nas cirurgias realizadas para tratar hiperplasia prostática benigna, o risco de disfunção erétil é baixo, pois o procedimento atua na parte interna da próstata e não envolve diretamente os nervos responsáveis pela ereção.
Nas cirurgias para câncer de próstata, o cenário é diferente. A próstata está localizada muito próxima dos feixes nervosos responsáveis pela ereção. Quando o tumor permite, esses nervos podem ser preservados. Em outros casos, por segurança oncológica, pode ser necessário removê-los.
A recuperação da função erétil depende de diversos fatores: idade, condição vascular prévia, presença de doenças como diabetes e hipertensão, extensão do tumor e técnica utilizada. Mesmo quando há alteração inicial, pode haver recuperação parcial ou total ao longo do tempo.
É importante ter expectativas realistas e discutir individualmente os riscos durante a consulta.
Após cirurgias para próstata aumentada, é comum ocorrer ejaculação retrógrada. Isso significa que o sêmen não é eliminado para fora, mas retorna para a bexiga e é eliminado posteriormente pela urina.
Esse fenômeno não causa dor, não interfere na ereção e não reduz o prazer sexual. No entanto, pode impactar a fertilidade.
Tecnicamente, não é considerado uma complicação grave, mas um efeito esperado de muitos procedimentos para hiperplasia prostática.
Infecção urinária pode ocorrer após qualquer procedimento urológico, especialmente quando há necessidade temporária de sonda. Em geral, são tratáveis com antibióticos e raramente evoluem para quadros graves quando identificadas precocemente.
Outras complicações, como estreitamento da uretra (estenose), retenção urinária temporária após retirada da sonda ou formação de cicatriz interna, são possíveis, mas pouco frequentes. Na maioria das vezes, podem ser tratadas de forma simples.
Complicações graves, como lesão de órgãos adjacentes, trombose ou infecção sistêmica, são raras, especialmente em centros estruturados e com avaliação pré-operatória adequada.
Mais do que a técnica isoladamente, o que mais influencia o risco de complicações são as condições clínicas do paciente.
Doenças cardíacas descompensadas, diabetes mal controlado, obesidade severa, tabagismo ativo e atraso no tratamento podem aumentar riscos cirúrgicos.
Por isso, a avaliação pré-operatória é uma etapa fundamental. Exames laboratoriais, avaliação cardiológica e planejamento anestésico adequado reduzem significativamente as chances de intercorrências.
A cirurgia moderna é resultado não apenas da técnica em si, mas de todo um planejamento prévio.
De forma geral, não é considerada uma cirurgia de alto risco quando há indicação correta e preparo adequado.
O medo muitas vezes está associado a relatos antigos ou experiências de décadas passadas, quando as técnicas eram mais invasivas e os recursos tecnológicos mais limitados.
Hoje, com avanços como laser e cirurgia robótica, a precisão é maior, o trauma cirúrgico é menor e a recuperação tende a ser mais rápida.
Isso não significa que o risco seja zero, mas significa que ele é muito menor do que se imagina.
A cirurgia de próstata é, atualmente, um procedimento seguro quando realizado por equipe experiente, em ambiente hospitalar adequado e com avaliação pré-operatória criteriosa.
Complicações podem ocorrer, mas a maioria é leve, temporária e tratável. Complicações graves são pouco frequentes nas técnicas modernas.
Mais importante do que temer o procedimento é entender o próprio caso, avaliar riscos individuais e discutir expectativas de forma clara com o especialista.
Se você tem dúvidas sobre os riscos ou deseja entender melhor o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Érico Diógenes em Fortaleza. Informação adequada reduz medo. Avaliação individualizada reduz risco.
📍 Atendimento em Fortaleza – CE

Autor
Urologista em Fortaleza, CRM-CE 12.370
Urologista especialista em cirurgia robótica, HoLEP e uro-oncologia. Formado pela Universidade Federal do Ceará, com doutorado pela USP e fellowship no Hospital Sírio-Libanês. Referência no Ceará em tratamentos minimamente invasivos para próstata, câncer urológico e saúde masculina.
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