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Tratamento a LaserHoLEPPróstata
Tratamento a laser para próstata aumentada ganha espaço e muda quem pode operar
A técnica a laser reduz o risco de sangramento e encurta o tempo de sonda. O ganho maior, porém, é outro: ela torna operável um grupo de pacientes que antes era considerado de risco alto demais.
Dr. Érico Diógenes 2 de outubro de 2026 5 min de leitura
Dr. Érico Diógenes Urologista
O crescimento benigno da próstata, conhecido como hiperplasia prostática benigna (HPB), é uma das alterações urológicas mais comuns em homens acima dos 50 anos. Não é câncer, e isso precisa ficar claro logo no começo — mas atrapalha a vida.
Os sintomas são urinários e progressivos: jato fraco, aumento da frequência para urinar, levantar várias vezes à noite e a sensação de não esvaziar a bexiga por completo.
Onde o laser entra
Entre as opções terapêuticas, os procedimentos a laser vêm ganhando espaço por oferecerem uma abordagem menos invasiva e com menor risco de sangramento. O método usa energia laser para remover ou vaporizar o tecido prostático aumentado, desobstruindo o canal urinário.
As técnicas a laser costumam proporcionar:
Tempo reduzido de sonda no pós-operatório
Menor permanência hospitalar
Recuperação funcional mais rápida
Menor risco de sangramento durante e depois do procedimento
Esse último item não é um detalhe de conforto. Ele é o que destrava o acesso de um grupo específico de pacientes.
O que de fato muda: quem pode operar
A vantagem mais relevante das técnicas a laser não aparece na lista de benefícios imediatos. É a possibilidade de tratar casos que antes exigiriam cirurgia aberta.
Dois grupos se beneficiam de forma direta:
Próstatas de grande volume. Historicamente, acima de certo tamanho, a ressecção endoscópica convencional deixava de ser viável e a indicação passava a ser a cirurgia aberta, com internação mais longa e recuperação mais pesada. A enucleação a laser não tem esse teto de volume.
Pacientes de maior risco cirúrgico. Homens anticoagulados, com doença cardiovascular ou idade avançada enfrentavam uma conta difícil: suspender o anticoagulante para operar traz um risco, manter traz outro. O menor sangramento da técnica a laser muda os termos dessa conta.
A escolha do tratamento depende da intensidade dos sintomas, do tamanho da próstata e das condições clínicas do paciente, sempre após avaliação urológica e exames específicos.
Nem todo homem com próstata aumentada precisa operar. Boa parte dos casos se controla com medicação, e há quem conviva bem com sintomas leves por anos. A cirurgia entra quando o sintoma compromete a rotina, quando o tratamento clínico falha, ou quando aparecem complicações — retenção urinária, infecções de repetição, comprometimento da função renal.
Sobre o que esperar depois do procedimento, incluindo prazos realistas, recuperação do THuLEP traz o detalhamento.
Sobre a adoção no Nordeste
A chegada dessas técnicas à região seguiu o padrão de toda tecnologia cirúrgica: depende menos do equipamento e mais de quem o opera. A enucleação prostática a laser tem curva de aprendizado reconhecidamente longa, e é essa curva, não a compra do aparelho, que determina quando um serviço passa a oferecer o procedimento com segurança.
O panorama da técnica e suas indicações está em HoLEP.
março de 2026. O texto desta página é original e traz a leitura do Dr. Érico Diógenes sobre o assunto.
Autor
Dr. Érico Diógenes
Urologista em Fortaleza, CRM-CE 9540 · RQE 6232
Urologista especialista em cirurgia robótica, HoLEP e uro-oncologia. Formado pela Universidade Federal do Ceará, com doutorado pela USP e fellowship no Hospital Sírio-Libanês. Referência no Ceará em tratamentos minimamente invasivos para próstata, câncer urológico e saúde masculina.
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