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Infertilidade masculina tratamento Fortaleza

Andrologia Reprodutiva · Fortaleza, CE

O casal não consegue engravidar. Em metade dos casos, a causa está no homem. Mas o homem é o último a ser investigado.

O espermograma é o exame mais simples, mais barato e mais informativo da reprodução masculina. Um resultado normal descarta o fator masculino em minutos. Um resultado alterado aponta o caminho de um tratamento eficaz.

O ponto de partida

O QUE O ESPERMOGRAMA AVALIA

O espermograma avalia cinco parâmetros principais com valores de referência definidos pela OMS (2021). Cada parâmetro alterado tem um nome clínico, causas específicas e tratamentos diferentes.

ParâmetroReferência OMS 2021O que significa se alterado
Volume do ejaculadoMínimo 1,4 mLVolume baixo: obstrução dos ductos ejaculatórios ou ausência dos deferentes
Concentração espermáticaMínimo 16 milhões/mLOligozoospermia: redução de concentração; azoospermia: ausência total
Motilidade progressiva (PR)Mínimo 30%Astenozoospermia: motilidade reduzida, impacta capacidade de fertilização
Morfologia normal (Kruger)Mínimo 4% de formas normaisTeratozoospermia: morfologia anormal, associada a falhas de fertilização em FIV
VitalidadeMínimo 54% de espermatozoides vivosNecrozoospermia: alta proporção de espermatozoides mortos no ejaculado

Diagnóstico diferencial masculino

CAUSAS DA INFERTILIDADE MASCULINA

Cada causa tem abordagem diagnóstica e terapêutica específica. O caminho da varicocelectomia é completamente diferente do caminho da indução hormonal ou da aspiração espermática.

Varicocele

Causa mais comum e mais tratável: 35-40% dos casos

Dilatação das veias do testículo que eleva a temperatura escrotal e prejudica a produção de espermatozoides. A cirurgia de varicocelectomia melhora o espermograma em 60-70% dos casos e é o tratamento masculino com maior evidência de eficácia em reprodução assistida.

Causas Obstrutivas

Azoospermia obstrutiva: espermatogênese normal, obstrução na saída

Ausência congênita dos vasos deferentes (associada a mutação CFTR da fibrose cística), epididimite prévia com fibrose do epidídimo ou vasectomia prévia. Tratamento: reconstrução microcirúrgica (vasovasostomia, vasoepididimostomia) ou aspiração espermática (PESA/TESA) para FIV-ICSI.

Causas Hormonais

Hipogonadismo hipogonadotrófico

Deficiência de FSH e LH (gonadotrofinas) resulta em testosterona baixa e espermatogênese comprometida. Causas: hiperprolactinemia, tumores hipofisários, uso de esteroides anabolizantes, síndrome de Kallmann. Tratamento: gonadotrofinas exógenas (HCG + FSH) com altas taxas de recuperação da fertilidade.

Causas Genéticas

Microdeleções do cromossomo Y, síndrome de Klinefelter

Microdeleções na região AZF do cromossomo Y interferem diretamente com genes essenciais da espermatogênese. A síndrome de Klinefelter (47,XXY) é a causa genética mais comum de azoospermia secretora: alguns homens ainda têm ilhas de espermatogênese passíveis de TESE com êxito.

Linha de tratamento

Correção Cirúrgica

Varicocelectomia microcirúrgica (varicocele), vasovasostomia (pós-vasectomia), ressecção de cistos prostáticos ou obstrutivos. Meta: recuperação da fertilidade natural.

Indução Hormonal

Gonadotrofinas (HCG + FSH recombinante) para hipogonadismo hipogonadotrófico. Clomifeno off-label para oligozoospermia com FSH normal. Suspensão de anabolizantes com acompanhamento da recuperação.

Reprodução Assistida

Inseminação intrauterina (IIU) para oligospermia leve-moderada. FIV-ICSI para casos severos. Aspiração espermática (PESA, TESE) para azoospermia obstrutiva ou secretora com ilhas de espermatogênese.

Andrologia reprodutiva em Fortaleza

DR. ÉRICO DIÓGENES

A investigação andrológica da infertilidade masculina em Fortaleza começa com o espermograma, mas vai muito além dele. O Dr. Érico Diógenes realiza a investigação completa do fator masculino: exames hormonais (FSH, LH, testosterona, prolactina), ultrassom escrotal com Doppler para avaliação de varicocele, e investigação genética quando indicada.

Para homens com varicocele e espermograma alterado, a varicocelectomia microcirúrgica oferece chance de recuperação da fertilidade natural antes de qualquer recurso à reprodução assistida. Para casos mais complexos, o Dr. Érico coordena com clínicas de reprodução humana para definir a melhor estratégia incluindo FIV-ICSI com espermatozoides obtidos por PESA ou TESE.

Homens em tratamento oncológico que precisam preservar a fertilidade também recebem orientação sobre criopreservação de sêmen antes de quimioterapia ou radioterapia.

Dr. Érico Diógenes, infertilidade masculina Fortaleza

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE INFERTILIDADE MASCULINA

O que é o espermograma e quando fazer?

O espermograma (análise seminal) é o exame básico da fertilidade masculina. Avalia volume, concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides segundo os critérios da OMS (5ª edição, 2021). Todo casal com dificuldade para engravidar após 12 meses de tentativas (ou 6 meses se a parceira tiver mais de 35 anos) deve incluir o espermograma na investigação inicial. Um único resultado alterado deve ser confirmado com segundo exame após 2-3 meses.

O fator masculino é realmente investigado na mesma proporção que o feminino?

Não. Apesar de o fator masculino estar presente em 40-50% dos casos de infertilidade conjugal, a mulher ainda é investigada com muito mais frequência e precocidade. Isso atrasa o diagnóstico em anos e expõe a parceira a procedimentos desnecessários. A investigação do homem é simples (espermograma), não invasiva e deve ser feita simultaneamente à avaliação feminina.

Varicocele sempre causa infertilidade?

Não. Muitos homens com varicocele têm fertilidade normal. O problema ocorre quando a varicocele compromete suficientemente a espermatogênese a ponto de reduzir concentração, motilidade ou morfologia no espermograma. A indicação de cirurgia depende da combinação: casal com infertilidade + varicocele clinicamente palpável + espermograma alterado. Varicocele isolada sem desejo de fertilidade não tem indicação cirúrgica por esse motivo.

Uso de anabolizantes prejudica a fertilidade?

Sim, profundamente. Esteroides anabolizantes exógenos suprimem o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, zerando a produção endógena de gonadotrofinas e, consequentemente, a espermatogênese. Azoospermia induzida por anabolizantes é reversível na maioria dos casos após suspensão, mas pode levar 12-24 meses para normalizar. Uso prolongado pode resultar em supressão irreversível.

Vasectomia pode ser revertida?

Sim. A vasovasostomia (reversão de vasectomia) tem taxas de permeabilidade de 85-97% quando realizada até 3 anos após a vasectomia, e de 53-71% após 9-14 anos. O sucesso de gravidez também diminui com o tempo. Para vasectomia antiga (mais de 15 anos), a aspiração espermática com ICSI pode ser mais eficaz do que a reversão cirúrgica.

É possível ter filhos com azoospermia?

Em muitos casos, sim. Na azoospermia obstrutiva, a espermatogênese é normal e os espermatozoides podem ser aspirados do epidídimo (PESA) ou do testículo (TESE) para fertilização in vitro com ICSI. Na azoospermia secretora (falha da espermatogênese), existem casos com ilhas de espermatogênese detectáveis por TESE microcirúrgica, com taxas de recuperação de 50-60% em centros especializados.

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Segunda a Sábado: 8h às 18h

(85) 3034-8686

Fator masculino em 50% dos casos. Investigue com Dr. Érico em Fortaleza.

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